"Perceção de risco é mais baixa". Já começou a vacinação contra a gripe e a covid-19

A campanha de vacinação contra a gripe e a covid-19, que abrange grupos de risco e profissionais de saúde, começou esta sexta-feira. O diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde e o ministro da Saúde estiveram numa farmácia em São Domingos de Rana para anunciar o processo que irá decorrer em 3.500 postos.

Inês Moreira Santos - RTP /
Kamil Krzaczynski - Reuters

Fernando Araújo afirmou aos jornalistas, numa sessão que deu início à campanha, que a noção de risco dos portugueses está diminuída e pediu que a adesão à vacinação seja em peso.

“Este ano, a expectativa de que a perceção de risco dos portugueses é mais baixa”, começou por dizer Fernando Araújo, explicando que, por esse motivo, “era importante pensarmos de forma diferente, ousar mudar, para conseguir manter a mesma adesão” do ano passado.

Tal foi possível, continuou, “aumentando a proximidade e a simplicidade dos processos”.

O diretor executivo do SNS aproveitou o momento para agradecer ao ministro da Saúde e às várias instituições que “trabalharam em conjunto em prol de um objetivo: a vacinação”. Estas entidades contribuíram, disse ainda Fernando Araújo, para que “tivéssemos a partir de hoje a maior rede de vacinação, em termos de saúde pública”.

“São 3.500 pontos de vacinação, em que vamos administrar quase cinco milhões de vacinas, em cerca de dez semanas”, anunciou. “Um objetivo ambicioso mas que temos a certeza de que iremos cumprir”.
Agradecendo ainda ao coronel Penha Gonçalves pelo “trabalho incrível”, admitiu que “estava na altura certa de voltarmos a integrar (…) a gestão da vacinação no SNS e na DGS em particular”.

O ministro da Saúde também esteve, esta sexta-feira, na farmácia em São Domingos de Rana para marcar o início da campanha de vacinação contra a covid-19 e a gripe. Manuel Pizarro garantiu que Portugal tem vacinas suficientes para os cidadãos e elogia o número de farmácias que aderiram ao programa.

“Felizmente, fomos capazes de adquirir para todos os portugueses que têm indicação para a vacina a quantidade de vacinas necessárias e mais ainda: as vacinas da gripe e da covid-19 adaptadas às novas estirpes”, afirmou o ministro da Saúde, acrescentando que “os portugueses que se vacinarem têm mesmo um elevadíssimo nível de proteção”.

Contudo, Manuel Pizarro recordou que a proteção era contra doença grave porque “nem sempre estas vacinas garantem que a pessoa não tenha a doença”. Mas, segundo explicou, “vai ter a doença de forma mais moderada”.

O alvo principal desta campanha, definiu Pizarro, são cerca de dois milhões e meio de pessoas – cerca de dois milhões de pessoas com mais de 60 anos e pessoas que pertençam a grupos de risco ou tenham indicação para se vacinar.
Depois das campanhas de vacinação da covid-19, nos últimos três anos, o objetivo era “criar um modelo alternativo”, no qual o processo de imunização voltasse “de forma cabal ao Serviço Nacional de Saúde e à direção técnica da Direção-Geral da Saúde”, mas que ao mesmo tempo “aproveitasse” a rede de farmácias.

“Acho que esta é uma combinação muito virtuosa. Três mil e quinhentos postos de vacinação, num país que tem dez milhões de habitantes, acho que é muito impressionante”, expressou o ministro, agradecendo aos centros de saúde e às farmácias pela colaboração.

Pizarro apelou ainda aos portugueses para que “usem a rede de vacinação (…) sem angústia”.

“Não vão faltar vacinas”
, assegurou ainda. “Esta é mesmo a primeira vez que a vacina da gripe e da covid-19 são gratuitas para as pessoas com mais de 60 anos”.
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